O doce encanto da calopsita

 

Calopsita

Encantadora! Com certeza esta será a palavra que você irá pensar quando for apresentando a uma calopsita pela primeira vez. Além de sua beleza, o seu tamanho, combinação de cores e comportamento dócil encanta milhares de tutores e curiosos. É facilmente criada em cativeiro conectando um elo muito forte com o seu dono, cujo relacionamento gera muito ciúmes. Em alguns casos, a calopsita chega a bicar outras pessoas que se aproximam do seu melhor amigo. Esta espécie de pássaro possui a capacidade de produzir várias mutações atingindo um expressivo valor comercial. Considerada a segunda ave de estimação mais popular do mundo (só perde para periquito), a calopsita é um animal com grande assimilação para brincadeiras, truques, assobios e cantos. Esta espécie apresenta um tipo de voo peculiar, leve, que lembra o de uma borboleta, diferente do voo “duro” da cacatua. O canto é suave, melódico e agradável, muito diferente do som dos outros psitacídeos.

Calopsita

Calopsitas multicoloridas: combinações de cores exuberantes!

Origem da Calopsita

O nome calopsita deriva da palavra grega kalos, que significa belo, bonito, da palavra de origem latina ‘psitta’, que significa papagaio. Nada mais justo, pois a calopsita é, definitivamente, um dos psitacídeos mais reluzentes do planeta. O seu nome científico, Nymphicus hollandicus, apresenta um significado muto interessante. O primeiro cientista a “batizar” cientificamente a calopsita foi o escocês Robert Kerr, que em 1793 a denominou Psittacus hollandicus. Cabe dizer que menos de 40 anos antes, a nomenclatura científica havia sido elaborada pelo cientista sueco Carolus Linnaeus e que todos os psitacídeos eram agrupados no grande gênero Psittacus (que se mantém atualmente, apenas, para os Papagaios Cinza Africanos). Já a palavra hollandicus designava a origem geográfica. Até boa parte do século XIX, a Austrália era conhecida por Nova Holanda (ou mesmo Holland). Ou seja, a calopsita, para os cientistas da época, não passava de um simples “papagaio australiano”.

Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre História Natural, enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer a sua fauna, até então, pouco conhecida e realizou ilustrações de inúmeras aves. Foi a partir de seu retorno em 1840, através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a beleza das aves daquele continente, especialmente a calopsita. Ainda é creditado a esse pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar calopsitas para fora da Austrália, contribuindo decisivamente para a divulgação da espécie. Por volta de 1884, a calopsita já se encontrava bem estabelecida nos aviários europeus. Entretanto, a disseminação maciça dessa ave somente ocorreu a partir do surgimento da primeira mutação de cor, o arlequim, pouco antes, de 1950. A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados ganhando, então, a calopsita enorme popularidade, igualando-se, praticamente, àquela do periquito australiano.

Características

Pouca gente sabe que a calopsita é uma pequena cacatua. Aliás, é a única cacatua com cauda longa, parecendo mais, nesse aspecto, com um periquito. Já no topete, que se eleva ou abaixa de acordo com o estado de espírito da ave, a proximidade entre as cacatuas e a calopsita pode ser mais facilmente constatada. Ainda longe de figurar entre as espécies ameaçadas de extinção, a calopsita é comum na natureza da sua região de origem, a Austrália. Habita áreas secas ou semi-áridas, embora procure ficar sempre próxima da água. Vive em bandos, que podem reunir mais de 40 aves. No ambiente natural, alimenta-se principalmente de sementes coletadas no solo, onde costuma ficar frequentemente (se a sua calopsita permanecer durante boa parte do tempo no chão da gaiola ou do viveiro, pode estar, apenas, repetindo um comportamento da espécie). É uma ave ideal para se ter como animal de estimação, sendo que as espécies mais comuns para convivência em cativeiro são as ninfas ou carolinas, cacatuas sangues e caturras incas.

Cores: A calopsita é encontrada na natureza na cor cinza com as bordas das asas brancas. O macho tem crista e cabeça amarela e a fêmea tem crista cinza amarelada e a cabeça cinza. Ambos têm as bochechas vermelhas, mas a da fêmea é mais clara. A cauda do macho é preta e a da fêmea intercala o preto com amarelo, que os criadores denominam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave por parte dos predadores naturais.  O contraste da cor negra na cauda parece deixar as outras cores se sobressaírem, ainda, mais. Mas essa é uma característica só dos machos, pois as fêmeas misturam negro e amarelo na parte mais baixa da cauda. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos e as inúmeras cores existentes hoje, são decorrentes da fixação de mutações promovidas pelos criadores, sendo diversas surgidas nos últimos 15 anos e algumas muito recentes e difíceis de serem encontradas nas lojas.

A seguir destacaremos as cores mais frequentes:

Padrão Canela: parecido com o padrão normal, mas difere na cor do corpo, que é marrom em vez de cinza e na tonalidade mais clara das pernas e dos olhos.

Padrão Pérola: de forma geral apresenta na cabeça duas manchas vermelhas laterais, as faces são amarelas salpicado de cinza, a crista amarela é riscada de cinza, as penas das costas podem variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza com faixas amarelas. A cauda é amarela, o peito e a barriga listrados de amarelo e cinza.

Padrão Lutino: o branco predomina no corpo. Os olhos são vermelhos, os pés rosados, a crista amarela, o bico marfim, a cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e na cauda também há um pouco de amarelo.

Padrão Arlequim: padrão bem variável que pode ser parecido ao padrão normal ou até apresentar pouquíssimo cinza e, sim, o amarelo claro. A cabeça é amarela forte, bochechas vermelhas e crista amarela.

Padrão Cara Branca: as cores dominantes são o cinza escuro, o preto e o branco. O macho tem cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas.

Padrão Fulvo: semelhante ao padrão canela. A cor predominante no corpo é canela pálida, com manchas de amarelo suave e com a face amarelo forte. Os olhos são vermelhos.

Padrão Prata: há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Na recessiva, os olhos são vermelhos e o cinza do corpo é prateado. As demais características são iguais a padrão normal. São raras. Na dominante o tom do corpo é prateado pastel. Os olhos são pretos, as penas cinza e as faces e a crista são amarelo forte.

Padrão Cara Amarela: é muito semelhante ao padrão silvestre. A principal diferença é a cor da bochecha. Em vez de ser vermelha é amarela.

Calopsita

O ambiente ideal para a calopsita.

Ambientação

As calopsitas estão sempre em movimento alegrando e encantando toda família. E mesmo sendo adepta às brincadeiras, não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a calopsita não é de estragar os objetos que manipula. São aves monogâmicas, que devem ser criadas aos pares. Devido a sua inteligência necessita de uma estimulação mental proporcionada pelo tutor e pelo ambiente de criação. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente as suas atividades. Muitas gracinhas e surpresas ela pode oferecer ao seu dono.

Muitos criadores não recomendam criar a calopsita solta, pois temem que seja pisada por alguém ou atacada por algum outro bicho. A gaiola deve ser, pelo menos, de 70 cm de altura com largura de 50 cm e profundidade de 45 cm. Porém, quanto maior a gaiola melhor o comportamento da ave. A gaiola deve ser em aço inoxidável, pois o zinco é venenoso aos pássaros. É importante que sua calopsita seja capaz de esticar totalmente as suas asas no espaço interno. A gaiola pode ficar presa na parede ou no chão. O interior deve incluir poleiros e vasilhas para água, além de vários tipos de sementes e alimentos naturais. A presença de brinquedos específicos é fundamental para manter a ave ocupada. A inclusão de forros absorventes ajuda a manter o ambiente limpo, bem como capas de sementes, que irão garantir que a maioria das cascas e restos de comida fique dentro da área interna, ao invés de cair sobre o chão. É interessante comprar gaiolas que englobam áreas de lazer especiais e centros de atividades concebidas para a estimulação mental e física.

Ao adquirir uma calopsita proporcione muito carinho e atenção, onde a ave deve sentir muito prazer em ser manuseada. Nos primeiros dias de convivência não ultrapasse a média de 15 minutos acariciando elas, com o objetivo de não estressar o animal. É normal que ela relute um pouco em ficar na sua mão. Caso ela pule da mão não corra atrás dela, tente pegá-la com delicadeza, dessa forma você mostrará que é um amigo e não um agressor. Em pouco tempo ela estará bem à vontade com você e não tentará mais pular da sua mão. Lembre-se de que interagir com ela é muito importante, pois a calopsita é uma ave social e necessita de companhia, já que se acostumou a ser criada na mão desde pequena, considerando o seu tutor como sendo da sua própria espécie.

Guia de Saúde

Jamais superalimente sua calopsita com sementes, evitando também, doces e alimentos gordurosos, pois este tipo de ave tem tendência para a obesidade. Trocar a água frequentemente incluindo uma dieta bem balanceada com frutas e legumes secos todos os dias. O período de sono deste pássaro (dormem a partir das 18h30) é de 10 a 12 horas criando um ambiente tranquilo e sem luz acesa. É recomendado cobrir a gaiola com um pano, cujo local deve ser muito silencioso e sem correntes de ar.

A calopsita é um pássaro muito delicado, sendo de extrema necessidade uma consulta anual com um veterinário especialista em aves. Existem doenças que, apenas, um olho clínico consegue identificar e, assim, propor um excelente projeto de prevenção à saúde do animal. Caso a sua ave apresentar alguns dos sinais abaixo, leve imediatamente para um consultório veterinário. São estes:

Cabeça inclinada: as causas mais comuns são traumas na cabeça (por exemplo, batidas durante o voo), envenenamento por metal pesado (chumbo), infecções (no ouvido interno ou generalizadas) e tumores.

Descoordenação: infecções, toxinas, tumores e deficiências vitamínicos fazem com que sua ave fique cambaleante.

Fraqueza: se a calopsita não consegue se manter no poleiro, pode ser sinal de infecção generalizada, nutrição deficiente (falta vitamina E ou selênio), fraturas, danos nervosos, artrite, falta de cálcio no sangue ou tumores.

Paralisia das pernas: tumores abdominais, infecções, traumas, nutrição deficiente (falta vitamina ou selênio), ovo preso ou danos nervosos.

Convulsões: causadas por envenenamento, deficiência nutricional, epilepsia ou doença infecciosa.

Perigos Caseiros: Calopsitas que não possuem asas cortadas correm grande perigo dentro de casa, em razão de portas abertas, banheiros, panelas no fogão, águas profundas em pias, bacias e vasos, ventiladores de teto, fios elétricos e quaisquer outras coisas que possam ingerir e mastigar ou, ainda, possam causar danos através de envenenamento ou lesões corporais. Os perigos mais frequentes são: óleo quente (além de poder cair, a fumaça é prejudicial), contas de vidro (facilmente ingeríveis), canetas (tóxicas), teflon (a fumaça do superaquecimento é altamente letal), aerossóis de qualquer tipo e carpetes novos. Substâncias inaláveis são extremamente perigosas para as calopsitas, pois elas possuem um sistema respiratório muito delicado (ainda que eficiente) podendo ocasionar lesões pulmonares graves e irreversíveis. Evite aerossóis, pesticidas, inseticidas, sprays, naftalina, cola, tintas, acetona, amônia, fumaça de cigarro (e quaisquer outras fumaças, principalmente as provenientes da cozinha), gases e odores em geral (como velas e papéis perfumados).

Calopsita

A arte de encantar com a música

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Alegria de Cantar

As calopsitas não demonstram qualquer capacidade para repetir palavras e nem imitar sons. Os machos são os que mais vocalizam, sendo menos loquazes que as fêmeas, que produzem sons menos variados e com um tom em menor volume. Porém, em alguns casos, a calopsita pode repetir alguma palavra que achou engraçada. Contudo, o grande talento desta ave reside em seus assobios, que bem treinados, pode emitir cantos magníficos e conhecidos. A criação de, apenas, uma calopsita facilita a sua habilidade de canto, pois ela se sente mais a vontade com o seu tutor, tendo a sensação psicológica de ser uma ave líder.

Para treinar o canto do seu melhor amigo, o site Pet Lovers deixou abaixo inúmeros arquivos contendo canções bem conhecidas, tais como: Star Wars, Hino Nacional, Pantera Cor de Rosa, Família Adams, Missão Impossível, Parabéns Para Você e muitos outros. Toque o seu som preferido perto de sua ave de estimação pela frequência de 5 vezes ao dia por sessões de 30 minutos.  Tenha paciência, pois ela não aprenderá a cantar da noite para o dia. Também é recomendado você colocar um som por vez até sua calopsita aprender. Com o tempo você terá um repertório vasto e muito divertido.

ATIREI O PAU DO GATO

BOI DA CARA PRETA

MARCHA SOLDADO

MARCHA NUPCIAL

A PONTE DO RIO QUE CAI

FAMÍLIA ADAMS

MISSÃO IMPOSSÍVEL

STAR WARS

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