Meu medo de gatos

 

MEU MEDO DE GATOSSempre fui uma criança alegre, feliz e espontânea. Até aí tudo normal se tratando de uma criança. Mas sempre fui diferente das demais crianças da escola e do bairro quando o assunto era os gatos. Ao contrário de todas as crianças que amavam os gatinhos e faziam carinho e se alegravam quando eles passavam pelas suas perninhas, eu saía correndo e aos prantos berrando, de medo. E sempre foi assim ficava desestabilizada e assustada com qualquer aproximação de um gato perto de mim. Esse medo absurdo me acompanhou toda adolescência e me acompanha na fase adulta. Acho que vou morrer assim pois eu tenho um medo que é até difícil explicar o tamanho desse medo. Buscando entender o que passa comigo fiz uma intensa pesquisa na internet e descobri que tenho fobia aos gatos e isso é uma doença e tem nome: ailurofobia que significa um medo irracional de gatos. Depois que me diagnostiquei fiquei um pouco mais tranquila pois descobri que eu não estou sozinha nesse mundo com um pavor de todos os gatos do universo.

Com esse meu medo vem milhares de histórias de terror para mim e de comédia para quem convive comigo e conhece esse meu lado fraco. E são inúmeras histórias de encontros meus nada desejáveis com os gatos. Minha família e amigos sabem do meu medo já que a primeira pergunta que eu faço ao entrar na casa de qualquer pessoa é a mesma: tem gato aqui? Se tiver, um abraço, ou prende para eu entrar ou não tem a menor possibilidade de eu entrar no espaço que tenha um gato. Uma vez uma amiga perguntou ‘então você deve morrer de medo de leões, tigres e esses felinos enormes’. E a resposta é NÂO. Por incrível que pareca mais quanto menor o gato mais medo eu tenho. Os filhotes eu tenho verdadeiro horror e muito mais medo do que os adultos. Não gosto de ver filmes com gatos, fotos nem nada que contenha essa estampa.

História engraçadas? Inúmeras. Uma vez eu estava com meu irmão no celular andando para a minha casa quando em cima do muro que eu passava tinha um gato, parado e me olhando normalmente. Eu larguei o telefone no chão e sai correndo para dentro de casa gritando ‘ai meu Deus do céu, socorrooooo’. Minha mãe ouvindo os gritos e socos que eu dava na porta abriu a porta e trancou rápido achando que eu estava sendo perseguida por um assaltante, tarado ou qualquer criminoso. Eu chorava tanto que só consegui falar duas palavras ‘um gato’. Mamãe me deu água com açúcar e não deu 5 minutos meu irmão chegou de carro cantando pneu na minha casa gritando ‘Talitaaaaa’ e minha mãe abriu a porta e ele me viu chorando no sofá e mamãe já explicou a situação ‘foi um gato’ e ele reclamou ‘meu Deus eu achei que alguém estava perseguindo ela pois eu escutei os gritos e o telefone dela não respondia mais e eu ouvia a gritaria’. Aí que eu lembrei do meu celular que ficou caído no quintal. Ele brigou comigo, mamãe me acalmou, ele se acalmou e no final rimos da aventura. Essa é uma das milhões de histórias que me acompanham nos meus 27 anos de vida e de medo de gatos. Não acredito que um dia eu irei superar esse medo pois me falta muita, mais muita coragem, mas quem sabe…

BIOGRAFIA: Este texto é da dentista Talita de Souza Penharel contando a sua paúra por gatos, apesar de adorar animais domésticos e ter quatro cachorrros.  Mesmo com esta fobia, Talita respeita bastante o universo felino e admira quem cuida e trata deste lindos pets

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