Meu chinês encantador

MEU CHINÊS ENCANTADOR

Uma verdadeira bolinha de pelos. Essa é a descrição perfeita que eu posso dar para meu cachorrinho Luppy, um Shih Tzu branco e cinza, de pelos bem macios, olhar dócil e um focinho que dá vontade de apertar.Ele chegou para mim bem novinho, devia ter uns dois meses no máximo e na verdade eu ganhei de presente de uma amiga, que a cachorrinha dela teve cria e ela não quis vender o filhote, engraçado, ela pensa como eu, diz que não se vende vidas, e isso que eu acho, não se deveria vender vidas.

Quando ele chegou na minha casa foi uma festa e parece que ele que me adotou e não eu a ele. Foi paixão a primeira vista, ele virou meu companheiro e depois das vacinas ele passou a me acompanhar em todos os lugares. Na praia, em uma caminhada ou na padaria a tarde para comprar pão, que por sinal ele adora um pedacinho de pão e eu dou para ele e não faz mal.

Luppy foi crescendo rápido e atingiu a fase adulta, já se passaram 3 anos que ele está comigo e sinceramente não vejo a minha vida sem ele. Temos uma casa de praia e ele é sempre presença garantida na casa espalhando seus brinquedos e fazendo muita festa. A única coisa que eu evito é deixar ele entrar na piscina por conta dos pelos fininhos dele que se embolam facilmente. Por falar em se molhar, Luppy tem uma característica bastante engraçada, ele adora tomar banho o problema vem depois do banho. Adivinha? Se secar. Ele não gosta do secador e é uma briga para deixar o vento quente ou frio secar ele.

Por conta desse problema eu evito dar banho em casa nele e acabo levando-o no pet para tomar banho de 15 em 15 dias e a tosa higiênica 1 vez por mês. Ele sai a coisa mais linda do mundo do pet, sempre colocam gravatinha no pescoço dele ou então brilhinho entre os olhos. É motivo de muita agarração e muitos flash pois adoro fotografar ele e colocar na internet suas fotos.

Tudo que faço com ele eu fotografo pois acho que é uma forma de registro eterna. As fotos dele vão ficar para outras gerações e sempre as pessoas vão ver mais que um cachorro, ele é um amigo meu. Certa vez ele adoeceu e não sabia o que ele tinha. Ele começou a passar mal e ficar quietinho e muito fraco e eu fiquei tão nervosa mas reuni todo o meu nervosismo, angústia e medo de algo ruim acontecer e reverti em energia para cuidar dele. Deu certo. Luppy ficou bom em uma semana mas confesso que foi a pior semana da minha vida. 

Eu moro sozinha com ele e por conta disso eu deixo ele um pouco mais a vontade, não gosto de casa bagunçada e nem suja, mas eu tenho a parte da bagunça dele, na área da cozinha, onde fica uma caixa de brinquedinhos que ele tanto ama. No meu quarto eu coloco a caminha dele ao pé da cama, agora quem disse que ele dorme lá? Ele pula para minha cama de madrugada e se aninha perto de mim. É igual uma criança, vem disfarçando e quando vejo só falta ele roubar meu travesseiro. É muito danadinho!

Eu ainda fico pensando as vezes como tem gente que consegue maltratar um animal. Independente do meu Luppy ou qualquer outro animal, é um ser vivo e precisa da gente para sobreviver. Nem consigo enumerar quantas saídas já perdi ou quantas viagens eu já deixei de ir pois não tinha como levá-lo, mas eu penso da seguinte forma, se eu aceitei ter um cachorro, ou qualquer animal, eu tenho a obrigação de cuidar dele da melhor maneira possível. Eu não tenho coragem de sair de noite sem programar e deixar ele me esperando a madrugada toda, com fome, com medo ou com qualquer outro sintoma. Eu não me arrependo, sabe?

Na verdade eu não me arrependo nem um pouco pois na minha vida, por enquanto, é somente eu e ele e é ele quem está ali do meu lado para me fazer companhia, ou me pedir um carinho ou até mesmo é ele quem percebe quando eu estou em um dia triste. Por diversas vezes ele já veio me afagar e eu não estava em um dia bom e parece que ele percebe isso e em vez de ficar triste comigo ele é tão inteligente que me faz rir fazendo palhaçadas, levando tombinhos propositais ou até mesmo correndo atrás do próprio rabinho.

Se existe vida após a morte e se existe a pessoa voltar em forma de cachorro tenho certeza que Luppy já fez parte da minha vida em outras vidas pois a sintonia e o amor que eu sinto por ele não pode ser mensurada. Ele faz parte da minha vida. É muito amor!

BIOGRAFIA: Este texto é da jornalista Raquel Morais contando a sua convivência com a fofura do seu cão. Esta linda história comprova que a relação entre homens e cães está além do coração. É um puro estágio de contemplação do amor perfeito. 

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