Pets não transmitem Covid-19 nos humanos

Fora de perigo: cães e gatos não transmitem Covid-19.

Em março do ano de 2020, quando os brasileiros começaram a acompanhar e a tomar conhecimento sobre as barbaridades que este vírus oriundo da China estava aprontando na rotina do dia-a-dia, muitos tutores começaram a ficar preocupados com a possibilidade de seus amados animais de estimação servirem de fio condutor para a proliferação deste maldito Corona. Em casos isolados e esporádicos alguns pets contraíram à Covid-19, mas o processo de transmissão animal para os humanos praticamente não existe, segundo especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A população mundial de cães e gatos gira em torno de 2 bilhões, sendo que o número de infectados representa menos de 0,001% do total e, por isso, não representa nenhum risco potencial de transmissão para outros animais ou pessoas. Os poucos bichanos infectados parecem ter adquirido a infecção dos seus donos, pelo contato direto e não o inverso. Tampouco há evidência de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus ou que o micro-organismo infeccioso possa se replicar em outros bichos. A Fiocruz e a OMS também analisaram a inexistência de relatos de contaminação por parte de papagaios, canários, periquitos, calopsitas, hamsters, demais roedores e répteis.

Transmissão humana

Teoricamente, um tutor pode infectar o seu pet através do espirro ou tosse e a partir de partículas em suspensão. Nenhum estudo científico apresenta a permanência do vírus nos tecidos cutâneos (pele e pelos) dos animais domésticos. Muitos imaginam que a circulação de um cão ou gato por vários locais possa carregar o patógeno, mas esta evidência é descartada em várias pesquisas recorrentes da OMS. De qualquer forma é recomendável a higienização das patas e do focinho com uma combinação de água e sabão neutro em pano umedecido. Outro conselho é o tutor lavar as suas mãos após brincar ou tocar seu pet, não se esquecendo da aplicação do álcool em gel.

Procedimento padrão

Mesmo com a ausência de registro com animais de estimação adoecendo ou morrendo de Coronavírus, a Fiocruz e a OMS recomendam que os tutores infectados restrinjam o contato com os seus pets passando todos os cuidados rotineiros para outros familiares, amigos ou profissionais. Evite sumariamente qualquer ação de carícia, abraço, beijo ou lambida. Caso acontecer qualquer contato acidental, não se esqueça de usar máscara facial e esfregue bastante as mãos com abundância de água e sabão neutro.

Imunizante próprio

 

Vacina específica para cães e gatos.

Já estão disponíveis no mercado, vacinas caninas contra infecções respiratórias, mas que não apresentam uma eficácia certificada contra a Covid-19. Mesmo assim, a OMS recomenda manter a tabela de vacinação do animal orientada pelo veterinário. O Coronavírus pertence a uma grande família de patógenos formada pelos gêneros Coronaviridae (que mais ataca os animais), Alphacoronavirus, Betacoronavirus, Gammacoronavirus e Deltacoronavirus. O Coronavírus entérico canino (CCoV), por exemplo, causa gastroenterite canina, infectando as células do intestino. A vacina contra essa doença já existe e está presente nas vacinas múltiplas conhecidas como V8 e V10 recomendada por veterinários. Já, o Coronavírus felino (FCoV) causa outra doença nos gatos conhecida como peritonite infecciosa felina.

Toda essa questão reforça a importância da prevenção na saúde dos animais. Normalmente, muitos tutores não realizam check-ups em seus filhos de quatro patas e não diagnosticam ou tratam corretamente algumas doenças. A Boehringer Ingelheim Saúde Animal reforça a importância da realização de check-ups frequentes em animais de companhia, assim como a vacinação correta para prevenção de doenças graves, como a cinomose e a raiva. Para manter um lar saudável, é importante que todos na casa estejam com a saúde em dia. 

Tipos de Coronas diferenciando homens de animais.

Abandono desnecessário

Fakes news jogando pets nas ruas.

Com as notícias de algumas infecções esporádicas em cães e gatos e a incidência de inúmeros fakes news espalhando que os pets eram potentes vetores de transmissão da Covid-19, muitos tutores resolveram abandonar os seus animais de estimação, o que proliferou uma onda de animais passando fome e maus-tratos nas ruas. Muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) e canis municipais estão superlotados e sofrendo com a falta de rações e medicamentos para tratar destes seres indefesos. Além deste quadro, muitos pets ficaram sozinhos nas residências, pois o tutor idoso vai passar uma temporada longa com os filhos, além de milhares de famílias que estão passando dificuldade em face da economia e não possuem recursos financeiros para tratar dos seus bichos.

GUIA PET NA PANDEMIA

  • Deve-se usar álcool em gel para limpar cães e gatos domésticos: O álcool em gel ou o álcool líquido em todas as suas concentrações pode ser abrasivo para a pele dos cães e gatos, principalmente se utilizado de forma rotineira ou crônica, e ocasionar lesões alérgicas ou tópicas.
  • Cloroquina pode ser usada também para cães e gatos: Não existe nenhuma indicação da cloroquina ou hidroxicloroquina para uso em animais, assim como os estudos não apontam sua eficácia nas pessoas.
  • Se o meu cão ficar doente, coloco máscara nele: Não há evidências de que cães ou gatos possam transmitir o COVID-19 às pessoas ou adoecer devido a esse vírus. Colocar máscaras neles pode interferir em sua respiração e causar problemas como estresse, dificuldade respiratória e desmaios. Raças de focinhos achatados – como pugs e bulldogs -, que já têm dificuldade para respirar, podem sofrer de hipertermia extrema (insolação) e até desmaiar ou morrer se permanecerem com uma máscara.
  • Posso passear com meu cachorro durante uma situação de quarentena ou isolamento social: Durante esse período em que não é permitido ou recomendado sair às ruas, procure substituir a caminhada por brincadeiras dentro de casa. Por exemplo: jogar bola no quintal ou, se você mora em apartamento, pode criar jogos com novos brinquedos ou enriquecer o ambiente com petiscos escondidos para que seu animal não fique entediado. No caso dos gatos, é importante oferecer a eles estruturas verticais que possam escalar. 

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